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Teste de Fosfato (PO4) Aquaforest TestPro 40 Testes

Teste de Fosfato (PO4) Aquaforest TestPro 40 Testes

Marca: Aquaforest Referência: 433

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Teste de Fosfato | Aquaforest TestPro PO4- 40 Testes

Informações

O AquaForest Phosphate TestPro é um teste desenvolvido para medir rapidamente a concentração de íons de fosfato em aquários marinhos. Os fosfatos são uma das causas de crescimento de algas indesejáveis, por isso é muito importante testar constantemente as suas concentrações nos aquários marinhos. Além disso, altas concentrações de fosfatos são prejudiciais aos corais. O nível dos fosfatos no aquário marinho não deve exceder 0,02 mg/l (ppm). 

Componentes do Kit

  • Frasco com o reagente A–PO4
  • Recipiente com o reagente B–PO4
  • 1 frasco de testes com tampa roscada
  • Seringa 5 ml
  • Seringa 1 ml
  • Colher de medição
  • Instruções de uso do produto
  • Escala de cores

Instruções de uso

  • Vide informações contidas dentro da caixa do produto.
  • Este teste contem reagentes suficientes para realizar 40 medições da concentração de fosfato.

Afinal o que é fosfato PO4-3?

É um ânion (íon com carga negativa) formado de fósforo e oxigênio (PO4-3). Isso quer dizer que um átomo de fosfato tem três terminações para se unir a cátions (íons de carga positiva) e constituir um átomo estável (sem carga). Por causa dessa característica, fosfatos têm muita facilidade de se ligar a outros elementos na água. Para nossa infelicidade, muitas dessas ligações possíveis são danosas aos habitantes do aquário, como veremos a seguir.

Qual o nível de fosfato que se encontram em recifes de corais?

Menos do que 0,03 ppm (Ilhas Marshall e Grande Barreira de Corais da Austrália). Ou seja, PO4-3  é um íon de baixo teor no ambiente de onde nossos peixes e corais se originam.

Em aquários, é muito comum encontrarmos níveis de fosfatos perto de 2 ppm ou mesmo acima disso. Uma quantidade dessas de fosfato na água representa, no mínimo, 30 vezes mais do que nos recifes de corais, então podemos concluir que esse nível poderia causar algum problema para os habitantes do aquário. Novamente, para nossa infelicidade, é exatamente isso o que acontece.

Fosfatos em excesso na água costumam gerar problemas muito sérios, como;

  • Retardamento ou mesmo parada no crescimento dos corais duros;
  • Aparecimento de algas indesejáveis;
  • Queda na reserva alcalina;
  • etc...(Isso só pra citar alguns mais conhecidos)

Sabemos que os testes disponíveis para medir o teor de fosfato da água do aquário só detectam sua forma iônica livre, e não quando ele está ligado a qualquer outro elemento químico, notadamente importantes as ligações chamadas "orgânicas",que é quando o fosfato se liga a qualquer molécula que contenha o elemento Carbono. A isso se dá o nome de "fosfato orgânico".

Outro fato conhecido é que o excesso de matéria orgânica dissolvida no aquário causa problemas semelhantes ao do acúmulo de fosfatos, mas cremos que os fosfatos orgânicos são um problema sério a ser considerado, principalmente por conta do que ocorre no curso do tempo quando seu teor na água do aquário se torna excessivamente alto.

Algumas formas de combater o problema

  1. Emprego do mais eficaz fracionador de proteínas possível (Skimmer) é fundamental, por retirar da água uma quantidade razoável de matéria orgânica, sendo uma parte na forma de fosfatos;
  2. Uso de hidróxido de cálcio durante o período noturno do aquário. O famoso "Kalkwasser" facilita o trabalho do Skimmer para retirar fosfatos da água;
  3. Uso regular de carvão ativado de alta qualidade. Carvão ativado tem propriedade de "adsorção" (através de um processo químico), e retém fosfatos;
  4. Trocas parciais de água;
  5. E já podemos citar o mais novo método conhecido mundialmente, o método Triton.<= saiba mais aqui

Das 5 medidas acima, as 4 primeiras se tomadas em conjunto já garantem água com baixo teor de fosfatos. Entretanto vimos notando que a última medida (método Triton Lab) se usado corretamente poderá revolucionar o aquarismo marinho nos próximos anos. Vale a pena conhecer.

Interessante notar que o elemento químico Fósforo é fundamental para a vida de qualquer animal ou planta, e o problema advém de seu excesso. Portanto, o objetivo não é combater os teores de fosfatos para que atinjam "zero" na leitura do teste - mesmo porque isso é virtualmente impossível. Sempre que alimentamos os peixes, introduzimos fosfatos na água. Isso não é ruim em hipótese alguma, pois os peixes não podem passar fome.

A ideia central, portanto, é manter o aquário sem acúmulo do Fosfato. Para isso, o emprego dos 4 primeiros itens acima pode ser a combinação ideal para atingir esse objetivo.

Uma das idéias mais comuns no aquarismo em geral é combater o problema quando ele se torna visível - geralmente quando aparecem algas indesejáveis no aquário - uma das características comuns de que há fosfatos em excesso na água.

Na verdade, o aparecimento de algas se dá quando a situação atingiu certo limite, em que a água do aquário tem teores tão altos de fosfatos que o sistema não é mais capaz de "lidar" naturalmente com eles, e, sobrando fosfato na água, as algas começam a aparecer. Nessas ocasiões, costuma-se lançar mão de "removedores de fosfatos".

Existem basicamente dois tipos de produtos com a finalidade de "remover" fosfatos da água no mercado; um deles contém alumina, e não é algo que se devesse usar em aquários porque geralmente causa problemas com corais moles. O outro, à base de óxido de ferro, Rowaphos por exemplo, e é bastante menos problemático e rápido para remover os fosfatos da água. Em condições emergenciais, é válido usar um desses produtos, pois o aquário pode ficar seriamente comprometido se a situação perdurar.

Mas o ideal é não permitir que os fosfatos acumulem na água a tal ponto.

O combate aos fosfatos tem que ser permanente. Com o uso combinado dos fatores acima descritos, é realmente fácil manter os níveis desse poluente abaixo de 0,5 ppm, o que passa a ser aceitável em aquários - apesar de bastante superior aos níveis encontrados no ambiente natural.

O Skimmer retira parte da matéria orgânica da água, e é ajudado pelo carvão ativado. O hidróxido de cálcio ajuda ainda mais a retirada de fosfatos da água por intermédio do Skimmer. Mas, talvez a medida mais importante conhecida até aqui seja a troca parcial de água feita de maneira constante e regular. O combate, portanto, se dá por diluição quando se troca uma parte da água rica em fosfatos por "água nova", destituída desse poluente.

Usando uma TPA (troca parcial de água) mais radical

Não são comuns nem tão pouco indicamos TPAs muito elevadas, entretanto, trocas parciais de até 50% da água do aquário, em que a água a ser usada na troca tenha a mesma densidade e temperatura da água do aquário (para não causar nenhum choque nos animais) podem ser feitas quando se encontra nível de fosfatos acima de 2 ppm na água. A primeira troca para combater fosfatos nessa quantidade pode ser assim, grande; seguida de trocas de menor volume, até que o resultado encontrado em testes efetuados semanalmente à medida em que se troca mais água tenha uma tendência acentuada de queda.

Essa medida é aparentemente mais radical do que simplesmente adicionar um produto qualquer ao aquário, como os removedores de fosfato, mas na verdade é bem menos agressiva, por ser algo mais natural.

Entendamos da seguinte maneira; os fosfatos se acumularam durante um tempo razoável até chegar num ponto em que comecem a causar problemas. É nesse ponto que o problema se torna visível, se o aquarista não tem a prática de efetuar testes ao menos quinzenais na água do aquário. Então, para diminuir o teor de fosfatos consideravelmente, e conseguir ao menos debelar uma eventual explosão de crescimento de algas, a melhor coisa é fazer a maior troca parcial possível de água, e depois determinar pela tendência do nível de fosfato, qual a troca parcial ideal para o aquário manter níveis aceitáveis.

Esse é o ponto mais delicado, pois devido à enorme diversidade de população de peixes e corais em cada aquário, a quantidade de água a ser trocada até que se chegue ao ponto aceitável é empírica. Geralmente, se é efetuada uma troca de 50% da água, após alguns dias verifica-se pelo teste que o fosfato realmente caiu muito, mas surpreendentemente, muitas vezes não caiu pela metade - o que era de se esperar.

Por isso, recomendamos que se troque semanalmente um volume de água de 20 a 30% do total da água do aquário e se faça testes dois dias depois de cada troca para verificar qual o resultado que cada uma dessas trocas está dando na água do aquário. Infelizmente para o aquarista, no início a batalha parece perdida, pois o fosfato cai muito devagar. A partir de certo ponto, no entanto, verificamos que o fosfato começa a realmente cair muito, e é hora então de diminuir o volume das trocas parciais de água.

Passado mais um período de acompanhamento, encontra-se qual o volume ideal de troca parcial de água para o aquário em questão.

Após chegado esse ponto, basta manter as trocas parciais.

Acreditamos firmemente que o maior gerador de problemas em aquários atualmente é devido ao excesso de fosfatos e matéria orgânica acumulados na água. Depois que se tornou popular e simples mantermos aquários com corais e peixes, a maioria de nós parece que passou a considerar os aquários modernos "à prova de bala", ou seja, pode-se fazer qualquer coisa - ou pior - deixar de fazer, que o aquário continuará "indo bem". Mas isso não é assim. Com o passar dos anos, há acúmulo de matéria orgânica e fosfatos na água, e as coisas começam a parecer problemáticas.

Mais uma vez, a questão de manutenção do aquário é fundamental; se desde o início do aquário seu dono for cuidadoso, os problemas gerados serão muito menores e, se ocorrerem, de fácil solução.

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